AME A NATUREZA COMO A TI MESMO.

Bugra

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Academia de Letras do Brasil - posse em Caçú/GO

“Meu respeitoso cumprimento ao Excelentíssimo Prefeito Municipal de Caçú, Senhor André Luis;
meu respeitoso cumprimento ao senhor presidente da Academia de Letras do Brasil, Ilustríssimo doutor Mario Carabajala, em nome do qual e com sua permissão, cumprimento a mesa diretora e demais autoridades;
Digníssimas Senhoras, digníssimos Senhores, prezados jovens e queridas crianças, boa noite.
À honra conferida por esta posse, reverencio a mãe-natureza, geratriz de toda e qualquer espécie de vida e inspiradora da paz.
Quero crer que a Academia de Letras do Brasil é privilegiada porta para o desenvolvimento da cultura pelo bem, onde eu possa contribuir com a produção literária comprometida com o meio ambiente.
Especialmente brindo à memória de
Antonio Papi Neto;
Elpidio Reis;
Julio Alfredo Guimarães;
Zorrilho de Almeida
E ao senhor meu pai Antenor Theodoro Ferreira,
Homens que pautaram na responsabilidade, humildade e respeito, o processo de construção de minha vida pública.
Brindo ainda, à duas mulheres, que somam especial importância à minha trajetória:
Senhora Hercilia Maria Ferreira, minha mãe e
Senhora Delasnieve Daspet, Presidente da Associação Internacional de Poetas Del Mundo.

Com verdadeira sinceridade, expresso minha profunda e eterna gratidão ao ilustríssimo presidente da ALB/seccional Caçú/GO, confrade José Faria Nunes, pela indicação e honroso apadrinhamento ao meu nome para ingresso na Academia de Letras do Brasil.
Que a luz da sabedoria seja conosco.
Muito obrigada!”
Vanda Ferreira

sábado, 9 de outubro de 2010

Um dia de glória. Vanda Ferreira

Não precisa ser dia especial no calendário mensal, nem anual, para vivermos um dia de glória. Não precisa ser dia de aniversário, ou formatura, ou casamento, ou nascimento de um filho, aquisição de um bem, ou a conquista de um sonho.

Um dia de glória, pode acontecer a qualquer dia do ano, em qualquer estação, em qualquer tempo lunar. Pode ser um dia chuvoso, quente, frio ou seco.

Mas afinal o que seria a “glória”? O que aconteceria para eleger um dia qualquer a um dia de glória? E o que significaria em nossa vida, um dia de glória?

Hoje tive um dia de glória!! E sabem por quê? Porque maravilhosamente assisti a participação, a receptividade de muita gente por um mundo de paz. Testemunhei a provocação da mão estendida em pedição de uma aliança. A ansiedade de um fio de ligação para unir preciosidades e formar um colar de pérolas.

Sempre acreditei que o despertar é um longo processo. Abrir os olhos e ver a luz, sentir cheiro, ou fome ou calor ou frio, ouvir passarinhos ou a chuva caindo, não traz a totalidade, a plenitude do despertar. Despertar tem a ver com a afloração do cérebro e coração, e pode ser, até, independente dos sensores chamados de “cinco sentidos”.

Popularmente, diante da “ignorância” ou ingenuidade de quando não percebemos a “moral” de uma piada, uma explicação ou uma mensagem, o comunicador diz:
- Ei acorda!!!
E quer dizer: perceba!!! É deste despertar que desejo falar. Acordar do torpor e perceber a realidade.

Teria muitos eventos que eu poderia trazer para exemplificar a promoção do despertar. Aquela história que cego não é quem enxerga, mas aquele que se recusa a enxergar, é verdadeira.

Parece-me que o mundo está acometido de cegueira coletiva. Acredito que estejamos com aquela cegueira provocada pela mídia, pelos meios de comunicação, pelos agentes manipuladores dos veículos de comunicação, pelos interlocutores, articuladores de notícias e propagandas, que poderosamente nos converge à exclusiva atenção para um ponto discutido e estabelecido pela minoria.

Sabemos que somos induzidos para olhar para certos alvos, todos apontados por cidadãos, homens e mulheres, que se infiltram profunda e intimamente na sociedade. Somos hipnotizados. Assediados por palavras, imagens, ritmos, modismos, que nos manipulam, convencem, enfeitiçam, e ganham espaços para imperar em todos os aspectos da vida.

No entanto, no anelo das proezas a natureza é sensível. Cuida para ecoar o grito pelo bem. Grito que atravessa oceanos, rochas, desconhecidos caminhos e incalculáveis distâncias. Grito em uma língua universal, cujo dialeto é compreendido em qualquer lugar de qualquer continente. Felizmente há o propósito que se estabelece por força natural.

Sou uma observadora da vida. Quase nada faço. Quase somente observo o mundo, a história da humanidade. E assisto coisas horríveis. Choro dores mundiais. Choro até possibilidades vistas pela probabilidade!

Mas também me emociono e choro de alegria, em especial quando o grito ecoado atravessa a vida sem lesar mortalmente, nenhum dos inúmeros Cristos até que aporte em propícia solução.
Foi o caso dos mineiros “enjaulados” em um particular submundo subterrâneo. Este foi um grito pelo amor. Pelo respeito à vida. O alvo foi a indecência, cujo pecado foi aliviado para um numeroso grupo de seres humanos.

Um numeroso grupo de seres humanos, mundialmente foi despertado. Em todos os continentes houve um despertar para o simples de quando menos é mais. A prática da ambição será reduzida. A gula, a avareza, e luxúria. Todos excessos, desejos com tendências exageradamente desenfreadas. Todos representados por demônios, em qualquer pesquisa que fizermos. Todos representados por intensos desejos por bens materiais.

No caso dos 33 mineiros que no dia 05 de agosto, ficaram presos no desastre que fechou o acesso a uma mina localizada a 700 metros de profundidade, em Copiapó, no Chile, a insanidade perdeu para a sabedoria do bem; a bestialidade se acovardou diante da preciosidade da vida humana.

Trinta e três Cristos foram usados, sacrificados por meio de dolorosas experiências. Trinta e três servos, para que, por intermédio dos quais, germinasse expressiva fraternidade. Houve a clara união dos povos pelo sentimento de respeito à vida. Houve clareza quanto ao despertar para a importância do amor familiar.

Houve uma odisséia de clamor por aliança ao movimento pelo bem.
Quem vencerá? Fico pensando que a natureza sobreviverá à loucura do homem quanto à sua insistente escolha por evidente abuso para a extração de recursos naturais. Será que o bicho-homem sobreviverá?
Vanda Ferreira

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Umidade genuina

Chuva lava saudade,
alivia ardências,
encharca desejos,
aduba alegria;

Ressoa telhado,
alquimia de barro,
bronze zumbindo em dedos d'água.

Chuva instala umidade,
inunda a fé no mar aos pés de pomares, jardins e hortas.

No coração da terra pulsa promessas,
sagra futuro,
raiar de plenitudes.

Amanhecerá farturas.

Vanda Ferreira

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Aprendiz do bem

Aprendi com meu pai coisas importantes. Por exemplo olhar e ouvir, ouvir e sentir. Aprendi artes: macerar com o coração, fundir meu sangue com o verde florestal; Aprendi comer com os olhos e degustar as delícias dos cheiros, e, então, desenvolvi lingua na testa, aflorada de paladar, para lamber paisagens. Aprendi com meu pai a leitura das tatuagens que mapeiam os troncos de velhas árvores e expus o coração revestindo-me os ossos para ouvir passarinhos.

Aprendi com meu pai que o mundo é gigante, seus olhos são o sol, sua boca leitos d'agua, compartilha vida e é exemplo de gratidão.

Caminhei cores, trilhas do arco-iris, e descobri o ouro naquele tacho do horizonte celeste. Aprendi com meu pai a pregação de veemente amor santificador de paz que processa respeito pela terra, cobiça sentimental pela harmonia. E, aprendiz do bem, ensinei ao meu pai que vale a pena ensinar o bem.


Vanda Ferreira

quarta-feira, 12 de maio de 2010

BUGRA

Nasci no ambiente meio-entre-céu-e-terra.
Tenho pés de árvore e sigo o sol;
Escancarados olhos matutos,
Cérebro ventilado por cantares,
Pele tatuada em eternidade festiva de passarinhos.

Trabalho na roça de paz.

Vanda Ferreira

quarta-feira, 24 de março de 2010

Faixa

Faixa exposta no Galpão Alternativo do Camping do Café da Bugra,
durante o 1º Acampamento de Poetas del Mundo

Faixa

Faixa exposta no teatro de arena, durante o 1º Acampamento de Poetas del Mundo

faixa exposta durante o 1º Acampamento de Poetas del Mundo

Na parede do rancho da Bugra

sexta-feira, 5 de março de 2010

LIXO

Gosto de lisura...

Fluidez de água em rio de curso limpo.

Sujeira desvia suavidade,

recorta história,

extrai capítulos,

belamente escritos a céu aberto.


Lixo é coisa-feia do bicho homem.

Vanda Ferreira

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Ao urro da garganta escancarada,
selvagemente expeli
do blogue estomacal
o ser mal ancorado em mim.
Vanda Ferreira

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

manifesto

MANIFESTO 1º. ACAMPAMENTO DE POETAS DEL MUNDO “O GRITO DA TERRA -PRESERVAR PARA VIVER”

CAMPING DO CAFÉ DA BUGRA

CAMPO GRANDE, MS, BR.

Considerando a conquista milenar em que, há conhecimento de que os poetas são as molas propulsoras para eleger pensamentos mais realísticos diante da humanidade, manifestamos nesse 1º. Acampamento de Poetas Del Mundo na região rural de Campo Grande, MS, BR, a vontade de levar ao povo sul-mato-grossense, ao País e ao mundo a consciência global manifestada pela Paz, pelo Social e pelo Meio Ambiente.

Em obediência ao manifesto de nosso Secretário Geral Luiz Arias quando diz:

“Poeta do Mundo, una-se a essa batalha pela existência humana! Pela continuidade da vida!”, nossa colega poeta, cônsul do Em Torno Rural de Campo Grande, MS, Vanda Ferreira, com força e garra de mulher matuta consolidou esse 1º. Acampamento de Poetas Del Mundo – O grito da Terra - Preservar para Viver.

1. Diante dos cinco focos dos Poetas Del Mundo: O homem, o planeta, os direitos sociais, a solidariedade e a paz, reuniram-se poetas de cinco estados brasileiros, para seminário e debates nos dias 08, 09 e 10 de janeiro de 2010, compreendendo a unificação das raças que fazem parte de nosso país em primeira mão aos índios da região, os quais possuem uma cultura tão rica quanto às demais comunidades. Ficou proposto que se façam encontros nas aldeias em busca do índio poeta para integrar às fileiras dos Poetas Del Mundo.

2. Diante das atuais catástrofes ambientais manifestamos nossa solidariedade ao planeta estudando as espécies da flora e da fauna tão lindamente composta no Camping da Bugra. Ao tempo em se caminha para a tecnologia aplicada em todas as camadas da sociedade, nos propomos a ampliar o respeito, e a ternura para com a natureza, concordando que o belo é o simples e assim deve ser visto pela humanidade.

3. Ao seguirmos o item 3 do Manifesto dos Poetas Del Mundo “Ser poeta não significa escrever bonitas poesias, a poesia não é mero objeto de decoração. Temos que vive-la, temos que senti-la, temos que praticá-la.[...]”, apresentamos aos presentes o Seminário: Sinestesia e Literatura, no qual aprendemos a “sentir” a natureza, praticar o natural e escrever sobre o todo universal usando “todos” os sentidos, nos propondo a continuação desse exercício com estudos mais aprofundados e extensivos aos subsídios literários.


4. Declaramos e apoiamos encontros formando Roda de Prosa em todas as comunidades, em especial nas carentes do município levando as Leis Municipais, Estaduais e Federais à população, obtendo com isso uma maior integração moral e social na tentativa de uma compreensão maior daqueles que sofrem discriminação racial, ou de classe.

5. Aproveitando o item nº.9 do Manifesto Mundial dos Poetas Del Mundo onde declara que: “[...] nos declaramos pacifistas, mas não covardes, nem passivos. Antimilitaristas, mas de nenhuma maneira ingênuos, mesmo que sentimentalistas por natureza, porque na expressão artística, a tinta da escrita é o sangue de nossas almas [...]”, manifestamos e registramos a questão do lixo em nossas vidas e no planeta. O lixo deve ser observado como o entulho tanto físico quanto psíquico. A conscientização de onde colocar o nosso lixo se faz necessária e urgente. Dizemos “NÃO” à passividade.

6. Em palestra realizada pela poeta e cônsul Vanda Ferreira com o título: “Pé de Luxo” tomamos a consciência de que é urgente prepararmos facilitadores para a batalha diária contra os abusos e desmandos da modernidade do “tudo pode”.

7. Manifestamos, por fim, que estamos convictos sobre os nossos direitos e os nossos deveres enquanto cidadãos e cidadãs dispostos a desenvolver mediante à palavra falada, escrita, televisionada o manifesto proposto, bem assim como examinar e sugerir estratégias para que possamos integralizar nosso pensamento à toda humanidade.

8. Sugerimos o estabelecimento de ações reivindicatórias perante as autoridades locais, estaduais e federais para desempenho maior às entidades culturais que primem pela ordem, pela harmonia e pela paz, através de patrocínios, doações, investimentos fiscais, realização de projetos literários e sociais.

9. Apresentamos como guia o grito da Terra, a conscientização que devemos preservar para viver para podermos continuar com nossos propósitos de que o homem precisa respeitar o Planeta em que vive, para fazer uso de seus direitos sociais, entendo o bem que há na solidariedade em procura da Paz.

Delasnieve Daspet
Embaixadora para o Brasil de Poetas Del Mundo

Aida Domingos
Cônsul da Cidade de Campo Grande, MS

Vanda Ferreira – Realizadora do Evento
Cônsul do Em Torno Rural de Campo Grande,MS

Nena Sarti - Redatora
Cônsul da Região do Imbirussu, Campo Grande,MS

Poetas Del Mundo presentes e Convidados:

Delasnieve Daspet – Embaixadora para o Brasil e Sub-secretária para as Américas

Ainda Domingos – Cônsul da cidade de Campo Grande/MS

Vanda Ferreira – Cônsul do em torno rural de Campo Grande/ MS

Nena Sarti – Cônsul da região do Imbirussu, Campo Grande/MS

Sonia Medeiros Imamura – Cônsul da cidade de Búzios/RJ

Elaine Mello – Rio das Ostras/RJ

Nelson Viera – Campo Grande/MS

José Faria Nunes – Cônsul do Estado de Goiás

Zélia Balbina – Cônsul do Estado do Rio de Janeiro /RJ

Olga Fonseca – Cônsul de Londrina/PR

Reginaldo Sans – Campo Grande/MS

Sabrina Carvalho – São Paulo/SP

Diego Adrianne – Campo Grande/MS

Fernando Nogueira – Campo Grande/MS

Santo Sarti – Campo Grande/MS

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ciclo diário - Vanda Ferreira

Dia nasce de parto celeste.

Útero rasgado por filetes solares;

Manhã tem lisa, fresca,

Fina pele de pitanga verde.


Até entardecer:

Intensa adolescência,

Vespertina faixa etária

Brinca de passarinho, macaco,

Desabrochares de pétalas,

Aberturas para exibir duendes.


O dia anoitece,

Então adulto,

Encerra-se em supremacia

Das serpentes tatuadas pelo vento

Nos corpos das árvores

Que alojam segredos da vida.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

acróstico "BUGRA SARARÁ" - Venancio

B ugra, você adentrou em meu sonhos dourados


U ma, duas, três, ou mais vezes

G uarneceu de amor, paz e alegria,minha alma escura e fria

R evitalizou àquele coração cansado

A dormecido num profundo esquecimento e abandono



S onhei

A ssim como todos sonham

R i, chorei

A mei, desamei...felismente

R evivi prá vida, já quase esquecida

A lcancei a paz, em minha alma perdida

Quem sou eu

Minha foto

Vanda Ferreira, campo-grandense, cujo codinome é Bugra Sarará, é escritora e artista plástica. Editou treze livros, participou de diversas antologias. Realizou exposições individuais e participou de coletivas. Reside em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil.