AME A NATUREZA COMO A TI MESMO.

Bugra
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quarta-feira, 24 de março de 2010

Faixa

Faixa exposta no Galpão Alternativo do Camping do Café da Bugra,
durante o 1º Acampamento de Poetas del Mundo

Faixa

Faixa exposta no teatro de arena, durante o 1º Acampamento de Poetas del Mundo

faixa exposta durante o 1º Acampamento de Poetas del Mundo

Na parede do rancho da Bugra

sexta-feira, 5 de março de 2010

LIXO

Gosto de lisura...

Fluidez de água em rio de curso limpo.

Sujeira desvia suavidade,

recorta história,

extrai capítulos,

belamente escritos a céu aberto.


Lixo é coisa-feia do bicho homem.

Vanda Ferreira

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Catasetum

Dentro de cada orquídea florida




Duende acordado

Bebe sereno

Toma banho de lua

Lava a alma da flor

Os olhos perfumados

Brancos lisos escondidos

Cheio de feitiço

Encanta a quem olhar

Prende suspiros para

Soltar nas noites



Silenciosamente

A flor mente

Ser vegetal

Esconde espírito

Num eixo interno

Manteado de pétalas

Levemente a farfalhar

ARVORES - vanda ferreira

Árvores, teimosamente, buscam água

Na secura do cerrado;

Troncos finos estriados

Esforços para ganhar vida

Retorcimento de corpos

Incontidos desejos

Viver liberdade

Floração,

beijos dos beija-flores

Provações do vento;

Para amar o céu

Árvores crescem para cima e para baixo.
(Vanda Ferreira)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

POEMA SINESTÉSICO - Vanda Ferreira

Som de passarinhos

é verde arvoral,

é raio de sol

hino de louvor à alvorada,

cantata de abertura para os cílio solares;



Música instrumental

é releitura humana;

poética parceria de coração e cérebro

sentimentais partituras escritas com lágrimas,

evidenciadas com sangue e sabores frugais.



o cantar humano é cenário,

construido de poderes,

produzido em campo sentimental

imaginário filme que retrata tempo,

marcos instituídos nos cinco sentidos.



Dores e alegrias,

sabores e aromas,

cores e texturas

comunhão de passado, presente e futuro

poemas de céu e terra multicores.

INVEJA e IRA (SETE PECADOS) - Vanda Ferreira

Há um tipo de lepra que come,

outra que bebe, outra que rasga;



Lepra que alfineta os roteiros de paz

funga a plantação de flores, mofa a fertilidade da terra.



Há o mal instalado em retorcido corpo

cunvulsivo de ira espionando o bem.



O mau sonda o bom

Portando em ambas mãos escancarado desejo de saquear;



Punhais, facões, tridentes;

rajadas sopradas de venenosas goelas

(labaredas de irises de incandescidos fornos)

tecem alastradas armadilhas

costuradas com perigosa linha de inveja,



lepra munida de sede, fome e outras incontidas ardências.

Quilométrica lingua cravada na garganta

de famintos vermes comendo vivas carnes;



Inveja lambe santas sangrias,

deposita venenos

para manter as alargadas chagas



Há tantos tipos de lepra...